3 de fevereiro de 2020

As emoções das crianças

Desejar que um filho cresça saudável, feliz e que nada de mal aconteça a ele faz parte de cada dia da vida de pais e mães. Porém para alguns pais, criança não sofre, não tem depressão, não tem ansiedade, não sente-se triste ou com raiva, não guarda ressentimentos ou mágoas de situações dolorosas vividas. Muitos pensam que a criança vive em um mundo de ilusão, fantasia, brincadeiras e alienada aos acontecimentos da vida.

Assim sendo, atualmente, é muito comum encontrar pais que relatam ter filhos “difíceis”. Crianças que não escutam, não obedecem e costumam reagir de forma desmedida a certas situações, e os pais não conseguem entender por qual motivo seus filhos agem de tal forma.

Para entender isso, é preciso partir do princípio que a criança está sim ligada no mundo e, principalmente, naqueles que lhe são significativos. Dessa forma, todo sofrimento percebido afeta profundamente suas emoções, seus sentimentos e seus comportamentos a ponto de poder gerar perturbações psicológicas que não são esquecidas e sim disfarçadas.

Saber lidar com as emoções não é fácil, é uma habilidade conquistada aos poucos e fundamental para o desenvolvimento saudável. Por isso, nem sempre as crianças têm recursos internos suficientes para ter capacidade de identificá-las, reconhecê-las e principalmente saber lidar com elas da melhor forma possível.

Devemos considerar que as emoções também fazem parte da vida dos pequenos e a manifestação delas ajuda a transparecer e elaborar os sentimentos, às vezes sem ter que recorrer à fala, podendo ser os comportamentos a única forma de expressão. Portanto, a “criança difícil” pode estar comunicando que as coisas não estão bem e que precisa de ajuda, sendo que o seu comportamento “difícil” pode estar representando uma forma de manifestar e expressar um tremendo mundo emocional que às vezes a sobrecarrega e lhe gera sofrimento.

*Texto escrito pela psicóloga, Juliane Strapasson.

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