6 de setembro de 2019

As novas tecnologias a serviço do Agro

Estamos na era da agricultura 4.0! A transformação digital vem revolucionando as cadeias produtivas e várias empresas vêm desenvolvendo pacotes tecnológicos, plataformas e aplicativos que facilitam o dia a dia no campo. Já existem inúmeros “pacotes tecnológicos” que estão à disposição dos agricultores. Confira:

Telemetria

A telemetria consiste na coleta e compartilhamento remoto de dados em tempo real dos equipamentos agrícolas, sejam eles veículos, tratores ou colheitadeiras. O sistema acopla nas máquinas diversos sensores que irão fornecer informações de temperatura, umidade relativa, umidade dos grãos, entre outros.

Por meio da telemetria, os produtores conseguem realizar diagnósticos do maquinário agrícola da sua propriedade, podendo aprimorar a gestão de suas frotas e equipamentos. Além de redução de custos, também é possível otimizar a produção, tendo controle instantâneo de velocidade de trabalho, rotação, pressão do óleo e temperatura do motor, horímetro, taxa de consumo de combustível dos equipamentos, dados climáticos do momento da operação, doses dos insumos aplicados por hectare, custo das operações no momento em que elas são realizadas e erros na aplicação.

Tráfego controlado

O tráfego controlado consiste basicamente em trafegar sempre nos mesmos locais dentro dos talhões da propriedade. Com isso, se reduz a compactação da área onde se encontram as raízes. Dessa forma, é possível o melhor aproveitamento da fertilidade do solo pelas plantas.

Para que seja possível realizar a operação de tráfego controlado, algumas ferramentas tecnológicas são indispensáveis, destacando-se o GPS, para controle do paralelismo entre as passadas, e o ajuste de bitolas dos equipamentos.

Pulverização inteligente

O campo da pulverização agrícola está cada dia mais tecnológico. Os pulverizadores já possuem estações meteorológicas acopladas aos sistemas da máquina e de acordo com a velocidade do vento, umidade relativa do ar e temperatura. O equipamento mostra se as condições estão ideais para realização da operação.

O mercado de sensores está cada dia mais eficaz no controle das plantas daninhas, sendo um exemplo que merece destaque é o Weedit, de origem holandesa, que é um sistema de pulverização localizada formado por sensores de detecção de clorofila e válvulas que aplicam os produtos somente onde há necessidade, possibilitando uma economia de até 95% de herbicida na aplicação, considerando uma velocidade de pulverização de até 25 Km/h, sem alterar a pressão da barra ou tamanho de gotas.

Internet das Coisas (IoT)

Agora falando em novas tecnologias, uma inovação de destaque é a Internet das Coisas (IoT – Internet of Things) que está ligada à conexão dos equipamentos da fazenda com a internet. Uma vez que esses equipamentos estão conectados com a internet, é possível a visualização em tempo real e acionamento remoto de sensores acoplados nas máquinas.

Com o auxílio da IoT, é possível conectar nossos celulares às máquinas da fazenda e aos sistemas eletrônicos da propriedade. Você consegue até liberar ração aos animais remotamente, via internet ou chip de rádio. É possível fazer o rastreamento de animais nos pastos, acompanhar a localização dos equipamentos e das atividades operacionais de campo de qualquer lugar do mundo.

Um dos principais benefícios da IoT é trazer a fazenda para a palma da mão dos donos, gerentes ou gestores das atividades.

Big Data

O Big Data é um conjunto de dados gerados, captados ou até mesmo compartilhados por pessoas ou empresas, por meio de serviços ou produtos tecnológicos como aplicativos e plataformas que têm como objetivo melhorar a gestão da propriedade, planejar as decisões futuras, entender o mercado, o clima e as reações das nossas lavouras aos insumos que colocamos.

Frente a tantas inovações e novas tecnologias que surgem diariamente no mercado agrícola, cabe a cada produtor decidir qual modelo tecnológico melhor se encaixa em seu dia a dia no campo. Vale salientar que soluções digitais não estão disponíveis só para grandes empresas e produtores, mas sim disponíveis a todos, onde o mais importante é que se faz necessário preparar-se para implementar pacotes tecnológicos em seus sistemas produtivos.

* Texto escrito pelo engenheiro agrônomo, Ricardo Warken.

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