22 de janeiro de 2019

Automedicação pode mascarar as doenças

A automedicação é uma prática inadequada, mas que todo mundo alguma vez já realizou. Decidir por conta própria qual remédio tomar para a dor de cabeça, febre, resfriado ou para algum pequeno mal estar é um hábito que as pessoas adquirem ao longo do tempo. Afinal, ninguém quer ir ao médico por conta de uma dorzinha de cabeça, ou uma gripezinha. No entanto, saiba que a automedicação põe em risco a sua saúde. Medicamento é coisa séria e precisa ser usado com responsabilidade.

Todo o medicamento tem por objetivo realizar efeito terapêutico no nosso organismo, no entanto, todos eles podem apresentar efeitos não desejados, os famosos efeitos colaterais, que poderão aparecer com o tempo, ou com o uso contínuo por longos períodos. Além disso, a farmacêutica Ir. Maria Helena Kumpfer explica que o uso excessivo de medicamento sem orientação médica pode inclusive agravar a doença. “O uso de medicamento sem o diagnóstico e sem a prescrição médica pode estar mascarando sintomas e até agravando a doença. Por exemplo, a pessoa toma um medicamento porque está com febre, mas o que está ocasionando essa febre? A febre é apenas o sintoma, se a pessoa tomar um medicamento para isso, a temperatura baixa, mas a doença que está causando o sintoma continua progredindo e se desenvolvendo. O risco da automedicação é que ela trata apenas os sintomas, mas não a causa das doenças.”

Até os medicamentos de uso comum podem causar riscos a saúde, pois além de não tratar a doença, ele ainda pode gerar grandes complicações e efeitos colaterais. Nas crianças esse risco é ainda maior. Às vezes, os pais dão meio comprido para criança, achando que com isso não haverá problemas, no entanto esse é um risco muito grande. “Sem a orientação do médico não se deve dar medicamentos para as crianças. É muito comum, por exemplo, as pessoas procurarem o “AAS infantil” para as crianças. Primeiro, que não existe AAS infantil, o que existe é uma variação deste medicamento que tem uma dosagem mais baixa, mas que mesmo assim não deve ser ministrado em crianças menores de 12 anos sem prescrição médica. E dividir o comprimido ao meio também não deve ser uma decisão tomada pelos pais,” enfatiza a farmacêutica.

Além dos riscos à saúde, o uso excessivo de medicamentos pode diminuir a eficácia dele no tratamento de problemas de saúde. Quando uma pessoa toma sempre o mesmo medicamento, depois de um tempo o organismo não responde com a mesma eficácia a esse medicamento. Quando se trata de antibiótico, o problema é ainda mais sério. O uso por conta própria de antibióticos, pode fazer com que as bactérias causadoras da doença criem resistência a esses medicamentos e eles não sejam capazes de controlar o problema. É por isso que hoje existem superbactérias, elas são consequência do uso incorreto dos antibióticos e da automedicação.

Mas como evitar a automedicação? O que fazer quando acontecer alguma dor ou mal estar? A dica é sempre procurar um médico ou conversar com o seu farmacêutico, eles poderão ajudar você na escolha do melhor tratamento, levando em consideração os seus sintomas e a sua saúde.

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