18 de junho de 2019

Cálculos nas glândulas salivares

A sialolitíase ou cálculo salivar é a obstrução do sistema excretor de uma glândula salivar por calcificação resultante da estagnação da saliva. Elas podem variar em tamanho e formato, geralmente oval ou alongado. Ocorrem principalmente nos três pares de glândulas salivares principais ou maiores: parótidas, submandibulares e sublinguais, mas também podem ocorrer nas glândulas salivares menores, distribuídas por toda a boca.

Como ocorre?

O produto das glândulas salivares é a saliva, cuja produção diária é em torno de 800 a 1500ml. Os principais componentes da saliva são proteínas e sais minerais, com função lubrificante digestiva e antibacteriana. Quando a viscosidade e a concentração de cálcio na secreção salivar aumentam, podem surgir os cálculos salivares. Restos alimentares e bactérias presentes na cavidade bucal podem migrar para o ducto salivar e favorecer o processo. Assim, a deposição de sais minerais ao redor de acúmulos de muco, bactéria e células epiteliais descamadas no interior das glândulas faz com que a massa mineralizada aumente de volume com o passar do tempo.

A glândula submandibular, que secreta saliva embaixo da língua, é geralmente a mais afetada, sendo responsável por 85% dos casos.

Quais os sintomas?

Normalmente a sialolitíase é caracterizada por dor repentina associada ao aumento de volume na região glandular durante ou próximo às refeições, quando a produção de saliva está em seu máximo fluxo. A redução gradual do aumento de volume vem a seguir, mas volta a ocorrer repetidamente sempre que o fluxo salivar é estimulado. Na palpação intrabucal, o cirurgião dentista pode avaliar o cálculo quanto às suas dimensões e localização.

O diagnóstico é feito baseado na história do paciente, exame físico e exames por imagem como radiografias, ultrassonografias e tomografias.

O tratamento

O manejo dos cálculos das glândulas salivares depende dos sintomas, do número de repetições dos episódios, do tamanho e da localização da pedra. O tratamento vai desde a simples estimulação glandular com cítricos, massagens e hidratação com o objetivo de facilitar a excreção da pedra, laser para fragmentar ou, nos casos de cálculos maiores, a remoção cirúrgica.

 

*Texto escrito pela Cirurgiã Dentista Danusa Graeff Riczaneck. Especialista em endodontia e microscopia odontológica.

 

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