14 de fevereiro de 2019

Crianças também podem sofrer de ansiedade

A ansiedade é uma emoção normal do ser humano e comum diante diversas situações da vida. Estar ansioso é sentir-se preocupado, angustiado ou até temeroso. Com as crianças não é diferente e muitas vezes os medos e ansiedades infantis são decorrentes do processo de desenvolvimento e é comum que desapareçam naturalmente. No entanto, ela tende a ser considerada um problema quando se torna exagerada, disfuncional e ao invés de auxiliar no aprendizado bloqueia de alguma forma a criança e seu desenvolvimento emocional.

A ansiedade pode se manifestar de diversas formas, através de sintomas físicos como, por exemplo, dores no corpo, na cabeça ou na barriga, náuseas ou até vômitos.  Ou através de sintomas psíquicos como, por exemplo, dificuldades de atenção e concentração, agitação psicomotora, medo de realizar as tarefas, sofrimento ao enfrentar novos desafios, além de tiques nervosos como roer unhas, ter alterações no sono, dificuldades para dormir ou ter um sono agitado e alterações na alimentação, geralmente evidenciado pela voracidade.

Devemos considerar que o desenvolvimento emocional influi sobre as causas e a maneira como se manifestam os medos e as ansiedades tanto normais quanto patológicas na criança, porém as formas de manifestações e suas causas são variadas, pois tendem a ser peculiar a cada criança, devido sua subjetividade e suas vivências. No entanto, é importante considerarmos que a ansiedade é um sintoma que sinaliza que algo de errado está acontecendo com a criança e que ela está passando por algum desconforto e/ou sofrimento emocional. Nesses casos, torna-se importante o auxílio psicológico a fim de avaliar as suas manifestações e entender a origem do sintoma, construindo recursos para ajudar a criança e seus familiares diante de tal situação.

É importante salientarmos que a criança, assim como o adulto, também sofre, também sente angústia, ansiedade, também tem sintomas e inclusive manifestam no corpo seus mal-estares. Por isso, nessas situações, a psicoterapia infantil é essencial para tratar tais situações e consequentemente contribuir para a construção de um adulto com melhores recursos emocionais e maior capacidade de gerir a relação consigo próprio e com os outros.

 

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