31 de julho de 2019

Doces afagos que não querem esperar

Agora se tem tempo para olhar a vida com mais calma, colocar na balança tudo o que se viveu e saber o que realmente é bom. Ter a idade em que tudo pode ser feito mais devagar e com mais atenção. Ter a idade em que se pode contemplar a vida e saber no que vai dar. Quando os conselhos passam a ter grande valia e quando se é jovem não consegue entender.

Mãos doces que valorizam o abraço, memórias que se apegam ao passado, nas fotografias dos tempos que se viveu, nada fáceis quando o que importava era construir. Da presença adiada, das preocupações com o futuro e da promessa de dar à família tudo aquilo que não se teve. Tempos que não voltam, afetos que muitas vezes faltaram.

A palavra família passa a ser vista com letras douradas, com orgulho de falar “essa é a minha gente!” Sim, gente, pois nos tornamos assim, gente com valores, com desejos e com responsabilidades, heranças de nossos velhos pais.

Agora, o que importa? Ah, sim, agora se espera ansiosamente os risos de crianças, os abraços dos filhos e a esperança que a vida pode ser longa o suficiente para fazer tudo aquilo que não se teve tempo.

Tudo passa tão rápido, tudo tão efêmero quando se trata de amor, palavra tão simples e de luxo quando a vida tem pressa.

Não se esqueça deles, eles estão a sua espera para viver valiosos momentos. A família é vitamina que revigora e garantia que a vida vale muito a pena e que a doença nem passa em pensamentos.

*Texto escrito pela psicóloga e psicopedagoga Eliane Schuster.

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