2 de agosto de 2019

Drone para aplicações agrícolas: você ainda vai ver e ter um!

Os drones, classificados como VANT – veículo aéreo não tripulado, ganham cada vez mais mercado e popularidade no agronegócio brasileiro. Em 2018, o setor movimentou mais de R$ 300 milhões no país, sendo utilizado em muitas operações no agro para aplicações de defensivos, monitoramento de rebanhos, análise de plantações, monitoramento de focos de incêndio, demarcação de plantio, monitoramento de desmatamento e muito mais.

Na pulverização agrícola, as principais vantagens são a utilização exata da dose e o controle no local certo, além de poder operar em locais de difícil acesso, trazendo economia de tempo e recursos, otimização na operação em campo, resultando em uma maior sustentabilidade em toda a cadeia produtiva.

Para realizar a aplicação com drone é necessário determinar a cultura/praga/moléstia alvo, após é realizada a avaliação do estágio da cultura, escolha de bicos, forma de jato e vazão do produto a ser aplicado.

O preparo do princípio ativo e da calda segue os mesmos modelos da pulverização convencional, como ordens de adição e formulações. Posteriormente, os planos de voo serão inseridos e estes equipamentos iniciarão a realização das operações no campo.

Os primeiros testes com drone para pulverização de fitossanitários foram realizados em 2017, em Porto Alegre, utilizando o drone Pelicano. A primeira aplicação real ocorreu em Pelotas, com utilização de um herbicida dessecante aplicado para sistema de plantio direto de soja e arroz.

Um dos benefícios do uso de drones nas lavouras é a substituição dos trabalhadores pelo equipamento, o que acaba eliminando o risco de exposição de pessoas aos produtos utilizados. Os pilotos controlam o equipamento remotamente e, por isso, além da menor exposição aos produtos, tem maior agilidade, precisão e qualidade nas aplicações localizadas quando comparamos com aplicações normais.

Modelos presentes no mercado:

Agras MG-1: De origem chinesa, possui quatro bicos e pulveriza 3 a 4 ha/hora, levando até 10 kg de produto;

Pelicano: Construído em fibra de carbono, totalmente dobrável, leva até oito litros de produto, possui seis bicos cobrindo uma largura de 4 a 5 m. Sua bateria dura 1 hora podendo aplicar até 1 ha durante esse tempo;

Daxi 10 A e Daxi 50 A: Pesam 25 e 120 kg, respectivamente, tendo uma autonomia de 10 e 50 litros, respectivamente;

JT Sprayer 15-608: Com seis bicos, cobre cinco metros de largura, levando até 15 kg de produto, porém com autonomia de voo baixa, em média 15 minutos;

ElevaSpray 150: Ainda em fase de protótipo é uma aposta para uso comercial na agricultura, visto que pode levar 75 kg de produto, cobrindo até 20 ha/hora. Grande diferencial deste modelo é o uso de combustível ao invés de bateria.

O uso de drone na agricultura, principalmente para pulverizações, não pode mais ser vista como uma operação futura, pois já é uma realidade nas propriedades, estando muitos pesquisadores, empresas e entidades pesquisando para esta prática ser usual em nossas lavouras.

* Texto pelo engenheiro agrônomo, Ricardo Warken.

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