28 de novembro de 2019

Enxaqueca é considerada a sexta doença mais incapacitante

A enxaqueca afeta 15% da população brasileira, algo em torno de 31 milhões de pessoas, a maioria na faixa dos 25 aos 45 anos. Esses são dados de 2018 do Ministério da Saúde que revelam o quão comum essa doença se tornou, principalmente, entre as mulheres.

Conhecida por uma dor forte, pulsante e unilateral, ou seja, localizada de um lado da cabeça, a enxaqueca possui sintomas específicos que a diferencia de outros tipos de dor de cabeça. Ademais, as crises de enxaqueca podem durar dias, causando muito desconforto ao paciente.

A médica, Bruna Pasinato explica que a doença se manifesta de maneiras diferente nos pacientes. “A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça que vem acompanhada de alguns fatores. Algumas pessoas, por exemplo, podem ter foto-sensibilidade, ou seja, ficam muito sensíveis a luz, outras ficam sensíveis a cheiro ou barulho. Há até pacientes que podem ter vômitos. A enxaqueca muitas vezes obriga os paciente a largar as atividade do dia a dia e ficar isolado.”

Uma doença que, até então, não tem cura, a enxaqueca não possui uma causa específica, mas tem tratamento, que deve ser realizado em conjunto com o médico que fará desde o mapeamento das crises de enxaqueca, sua frequência e intensidade, até a escolha do medicamento que melhor se adepta ao se organismo e que traga os melhores resultados.

Outra maneira de diminuir a incidência da enxaqueca é prevenindo. “As pessoas que tem enxaqueca devem evitar alguns alimentos, evitar algumas atividades e até alguns remédios. Além disso, com o uso de alguns medicamentos, entre eles o antidepressivo, pode-se fazer um tratamento continuo para que a pessoa não tenha crise, ela tem enxaqueca, mas não crises muito fortes. Hoje o grande desafio no tratamento dessa doença é que as pessoas se automedicam e mudam muito rápido de medicamento. Ao invés de começar o tratamento com um analgésico primeiro, elas já partem para um medicamento mais forte e com isso perdem toda a primeira linha de tratamento que tem menos efeito adverso e que é mais seguro”, explica a médica, Bruna Pasinato.

Atualmente, a enxaqueca é considera a sexta doença mais incapacitante do mundo. Então, além do paciente buscar o tratamento, é necessário que as pessoas ao seu redor compreendam a doença, para que assim possam ajudar e respeitar quando alguém estiver passando por uma crise.

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