17 de dezembro de 2019

Hora de monitorar sua lavoura!

Estamos na época mais importante do ano para o agronegócio em nossa região! É obrigatório implantarmos bem a cultura da soja para que com nosso manejo, aliado a um clima ideal, tenhamos uma ótima colheita. Todo começo de safra é a mesma coisa: o agricultor deve ficar atento às pragas agrícolas que vai encontrar pela frente na lavoura de soja. O monitoramento desde o pré-plantio até a colheita é imprescindível, já que a planta pode ser atacada por espécies diferentes em estágios de desenvolvimento distintos e quanto antes a praga for detectada, mais rapidamente é possível tomar as medidas necessárias para seu controle.

De uma maneira geral, as principais pragas que devemos ter toda atenção são percevejos e lagartas, mas devemos estar atentos também às brocas, corós, mosca branca, tamanduá da soja, trips, ácaros, torrãozinho, cascudinhos e caramujos.

Complexo de lagartas:

  • Spodoptera frugiperda: lagarta inicialmente é verde clara, com cabeça e pelos negros e com o desenvolvimento varia de esverdeada até pardo escuro. Apresenta um Y invertido na cabeça. Ataca plantas jovens, cortando a base do caule, inclusive em soja Bt.
  • Spodoptera eridania: possuem duas listras longitudinais amarelas na lateral e uma dorsal. Alimentam-se de vagens e grãos, podendo atacar folhas.
  • Spodoptera cosmioides: possuem coloração marrom, passando a preta com listras brancas e marrons. Alimentam-se de vagens e grãos, podendo atacar folhas.
  • Lagarta elasmo (Elasmopalpus lignosellus): coloração variando de verde azulado ao róseo com listras transversais marrom e cabeça pequena da mesma cor. Penetram na planta, cavando uma galeria no caule e as plantas murcham.
  • Lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis): Pode apresentar coloração verde, pardo avermelhada ou preta com estrias brancas sobre o dorso. Raspam o tecido foliar na fase inicial evoluindo para o consumo total das folhas da soja.
  • Lagarta falsa medideira (Chrysodeixis includens): verde claro com uma série de linhas longitudinais, apresentando apenas três pares de falsas pernas e no seu deslocamento parece medir palmos. Atacam as folhas da soja, porém não se alimentam das nervuras, dando um aspecto rendilhado.
  • Lagarta enroladeira (Omiodes indicata): verde claro e a fase de pupa ocorre nas próprias folhas enroladas pelo inseto através de fios de seda para sua proteção.
  • Lagarta rosca (Agrotis ipsilon): medem cerca de 4 cm, cilíndricas, lisas e de cor cinza escura, apresentando um V invertido na cabeça e atacam o caule das plântulas da cultura, normalmente ocasionando tombamento.
  • Lagarta helicoverpa (Helicoverpa armígera e H. zea): de coloração variável do verde ao amarelo claro até tons mais escuros, apresentando finas linhas brancas laterais e presença de pelos. Alimentam-se de folhas e caules, com preferência por brotos, inflorescência, frutos e vagens, tendo tendência para agressividade (propensas ao canibalismo).

 Percevejos

  • Percevejo marrom (Euchistus heros): adulto é marrom escuro, os ovos de coloração bege e cada postura varia de 6 a 15. Eles sugam a seiva nos ramos, hastes ou vagens, injetam toxinas e/ou inoculam fungos que provocam manchas nos grãos, podendo causar a retenção foliar.
  • Percevejo verde pequeno (Piezodorus guildinii): adulto de cor verde com 9 mm de comprimento. Ovos (15 a 20) pretos. Apresentam maior potencial de dano provocando maior retenção foliar.
  • Percevejo verde (Nezara viridula): ovos depositados na face inferior das folhas em massas regulares de forma hexagonal, semelhante a favos de abelhas, contendo de 50 a 100 ovos. Adulto de cor verde, com 12 a 17 mm.
  • Percevejo Barriga verde (Dichelops melacanthus e D. furcatus): medem de 9 a 12 mm com abdômen esverdeado e ovos colocados em massa.
  • Percevejo Edessa (Edessa meditabunda): medem de 11 a 14 mm de comprimento, tendo cor verde escuro com asas pretas.

 

*Texto escrito pelo engenheiro agrônomo, Ricardo Warken.

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