28 de setembro de 2020

Inteligência financeira: comece por você!

Em tempos como esses que temos vivido, sempre há espaço para as pessoas e as empresas repensarem suas ações e avaliarem se estão no caminho certo. É também nessas épocas que a relação com o dinheiro fica ainda mais conturbada.

Antes de começarmos a conversar, gostaria de lhe dizer que sim, dinheiro é bom! Ele não compra todas as coisas, mas gera possibilidades de melhoria, então independentemente de você ter pouco ou muito dinheiro, tenha gratidão! Sabe por quê? Dependendo do significado que você dá para o dinheiro, ou da forma como trata o dinheiro, você conseguirá atraí-lo ou afastá-lo.

Preste atenção em como está a sua relação com o dinheiro e observe as questões que estão lhe impedindo de avançar em direção à busca do sucesso e da prosperidade. Analise se você está utilizando os seus recursos de forma consciente ou está gastando mais do que deve e ainda transferindo a culpa para os outros ou para suas emoções. De que adianta você ganhar cada dia mais se nunca está satisfeito com aquilo que possui?

Ter dinheiro tem a ver com comprar a sua existência, com as coisas que efetivamente lhe trazem satisfação, se você comprar apenas momentos, não terá resultados duradouros. Entendeu agora por que muitas pessoas quando ganham aumento ficam satisfeitas um ou dois meses mas logo depois já sentem-se decepcionadas novamente?

“É impossível progredir sem mudanças e aqueles que não mudam suas mentes não podem mudar nada!” (George Bernard Shaw)

O primeiro passo para melhorar sua relação com as finanças é reconhecer onde você está errando e traçar um plano de ação para mudança e melhoria.  Uma boa opção é utilizar o “Canvas das Finanças Pessoais”, essa ferramenta lhe ajudará a organizar suas finanças de forma prática.  Os seus oito blocos são totalmente integrados, o que facilita a visualização de todo o ciclo financeiro e interliga tudo ao seu planejamento de vida.

Então, vamos entender como o Canvas funciona

1. Autoconhecimento: como você é/ age? Nesse primeiro bloco você olhará para si e avaliará como está a sua relação com o dinheiro, descrevendo todos os comportamentos e hábitos que precisa aprimorar ou desenvolver para melhorar sua vida financeira. Agir com honestidade é o primeiro passo para viver com inteligência financeira.

2. Receitas: quanto você ganha? Descreva aqui tudo o que você e sua família ganham, separando as receitas recorrentes, que são aquelas que efetivamente entram todo mês, das eventuais que, como o nome já indica, são aquelas rendas esporádicas ao longo do ano. Aqui você também pode pensar em atividades que poderão gerar renda extra para a família, um novo negócio ou mesmo a venda de algum bem que não está sendo utilizado. Pense em tudo e anote o valor anual.

3. Desapego: quanta coisa você tem parada na sua casa? Quantas coisas não usa mais e estão apenas ocupando espaço? Olhe ao seu redor e avalie tudo aquilo que pode ser doado, vendido e que poderá gerar receita no seu orçamento. Somos incentivados ao consumismo e acabamos não utilizando grande parte das coisas que possuímos, o que no fim das contas é um dinheiro parado, gerando custos com manutenção e ainda ocupando espaço sem necessidade.

4. Patrimônio: seu patrimônio está valorizando e gerando renda para você e para seu negócio ou apenas depreciando e aumentando as despesas?
Fique somente com o necessário! Se for preciso substitua itens que não estão lhe trazendo resultados positivos ou que estão gerando excesso de manutenção.

5. Objetivos: quais os seus desejos? Onde você quer chegar? “Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve!” (Lewis Carroll). Essa clássica frase lhe mostra a importância de saber onde você quer chegar, pois, sem um objetivo claro, fica muito mais difícil ter sucesso, seja na sua vida pessoal ou na sua vida financeira. Tenha objetivos de curto, médio e longo prazo, seja realista ao fazer suas escolhas. Aqui também é importante pensar em coisas que você possa realizar, que dependam de você e mais importante: que sejam para você!

6. Despesas: quanto você gasta? Separe as suas despesas fixas, aquelas que todo mês você precisa pagar e as despesas variáveis, aqueles gastos extras que você costuma ter. Faça o cálculo do ano e posteriormente compare com as suas receitas, isso permitirá que você analise o resultado do seu caixa e determine ações para organizar sua vida financeira, caso seja necessário. Se você não sabe o quanto gasta, comece hoje mesmo a anotar todos os seus gastos, você irá se surpreender com o resultado e também com sua mudança de atitude ao controlar melhor o seu dinheiro. Um fluxo de caixa certamente lhe ajudará!

7. Investimentos: quais os investimentos atuais que você tem? Avalie se esses investimentos são suficientes e se lhe ajudam a atingir seus objetivos. Determine investimentos futuros. Reserve uma parte das suas receitas para realizar investimentos de curto prazo e outra para os de longo prazo. Não confunda investimento com reserva de emergência!

8. Planejamento de Metas: esse é o ultimo bloco do Canvas e agora que você já conhece suas finanças, é o momento de determinar suas metas, quais ações realizará e em qual prazo. Antes de preencher esse bloco, reveja todos os anteriores, lembrando que tudo que você planejar deve estar dentro do seu orçamento e ligado com seus objetivos de vida. Determine metas que lhe desafiem e que efetivamente possam ser realizadas dentro de um ano.

Chegamos ao fim dessa ferramenta visual, simples e dinâmica. O Canvas pode ser utilizado na sua vida pessoal, auxiliando na sua visão de futuro e possibilitando o planejamento de ações e desenvolvimento de estratégias.

Agora é com você, utilize a ferramenta para iniciar o seu planejamento de mudanças e melhorias, coloque tudo no papel e reforce o compromisso com a pessoa mais importante: você!

*Texto escrito por Juliana Krupp, administradora, consultora empresarial, especialista em gestão empresarial.

Adaptado de Yf5Y pela consultora JULIANA KRUPP

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