29 de janeiro de 2019

Medicação e criança: fique atento!

Todo mundo tem aquela mini farmácia em casa, com um remédio para dor de cabeça, dor de estômago e outros comprimidos que classificamos como “é sempre bom ter em casa”. Mas onde você guarda esses remédios? Estão longe do alcance das crianças? Inclusive aqueles de uso diário ou aparentemente inofensivos, como vitaminas e xaropes? Bom, se passou pela sua cabeça o balcão da cozinha, o criado mudo ou o armário do banheiro, é hora de fazer uma mudança de hábitos.

O número de casos de intoxicação por medicamento em crianças cresce muito no país. As principais vítimas são as crianças de até quatro anos, que estão na fase das descobertas. Os medicamentos com embalagens e comprimidos coloridos são facilmente confundidos com balas e doces pelas crianças, fazendo com que elas ingiram o remédio. Além disso, o cheiro e gosto adocicado de muitos medicamentos fazem com que a criança o coloque rapidamente na boca.

Porém, a intoxicação não ocorre apenas quando a criança toma remédio sozinha, existem casos de intoxicação de medicamentos prescritos. Isso normalmente ocorre quando os pais erram a dosagem. É muito comum acontecer de o médico receitar determinado medicamento em ML, mas o produto não vir com um copinho de medida e então os pais calculam a dosagem pela colher de chá ou de sopa. Esse é um dos maiores fatores que ocasionam a intoxicação por medicação prescrita. Dar a dosagem certa à criança é fundamental para evitar intoxicação.

Prevenir é sempre a melhor solução, e com pequenas atitudes é possível evitar que acidentes domésticos como esses ocorram. Confira algumas dicas:

– Mantenha todos os medicamentos fora do alcance das crianças, em local alto e fechado com chave preferencialmente;

– Na sua ausência, deixe uma única pessoa responsável para dar a dose do remédio que seu filho está tomando e passe todas  as informações que essa pessoa precisa saber sobre a medicação;

– Veja se o frasco que está dentro da caixinha do remédio é o correto. Leia antes de dar para o seu filho;

– Siga a prescrição médica e não a bula, ninguém melhor do que o médico para saber os efeitos que uma dose pode causar em cada criança;

– Nunca se refira ao medicamento como: docinho, gostoso ou uma delícia, pois a criança gravará que tomar remédio é muito bom.

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