5 de agosto de 2019

Melasma: O que é? Como tratar?

É uma disfunção na pigmentação da pele devido à concentração de melanina, pigmento que dá cor a nossa pele, e afeta principalmente mulheres entre 25 e 40 anos. Durante a gestação o melasma pode piorar, pois os hormônios produzidos pela placenta estimulam a hiperpigmentação da pele. A exposição ao sol é um dos fatores que mais colabora para desencadear o melasma, pelo estímulo da pigmentação realizada pelos raios UV. Por isso, o protetor solar é essencial no tratamento, ele precisa ter Fator de Proteção de no mínimo 30 e deve ser reaplicando a cada três horas.

Para quem já estiver com melasma na pele, alguns tratamentos dermatológicos específicos podem contribuir para a diminuição desse problema como os medicamentos orais e tópicos com ação antioxidante e os ácidos mais ou menos potentes à noite, sendo indispensável a consulta com o dermatologista para otimizar o tratamento.

Além disso, a técnica de Drug Delivery com o aparelho MMP (Microinfusão de Medicamentos na Pele) é muito utilizada por ser capaz de inserir ativos com ação clareadora na camada intermediária da pele. Em termos de ativos, o ácido tranexâmico vem sendo um ótimo aliado no tratamento do melasma, seja aplicado de forma tópica ou intradérmica, devido a sua ação antifibrinolítica, isto é, reduz a ação da proteína plasmina que leva a um estímulo das manchas.

Outra opção muito considerada atualmente é a Radiofrequência Microagulhada, que além de estimular colágeno, tratar cicatrizes e estrias, também auxilia no tratamento do melasma. Contudo, é preciso ter muita cautela com o uso de outros lasers nessa doença, pois podem gerar um processo inflamatório capaz de piorar o quadro.

Infelizmente o melasma não tem cura! O importante é sempre tratar e acompanhar com o dermatologista.

*Texto escrito pela dermatologista Alexandra Nunes.

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