20 de fevereiro de 2019

O espelho e a beleza que vêm de dentro

Como você se vê? Como está sua autoestima? Autoestima pode ser definida como a forma de se autoa valiar e se ver. Este conceito começa a se formar muito cedo em nossas vidas. Poderíamos afirmar que inicia antes mesmo de nascermos, quando somos ainda um ser que começa a existir no imaginário dos pais, como alguém desejado ou não, amado ou não. Essa subjetivação acerca de quem seremos funda a construção de nossa percepção acerca de nós mesmos.

Neste conceito interno, revela-se nossa autoestima. A partir dela, nos colocamos no mundo. Nossa percepção de nós mesmos funciona como bússola a nortear nossas escolhas nas mais diversas áreas da vida, em diferentes contextos: afetivo, profissional e social.

Importante, não? E como você percebe sua autoestima?

Se observarmos as nossas escolhas e a forma como nos colocamos no mundo, enxergaremos a silhueta de nossa autoestima. Uma forma eficaz de fazermos essa reflexão também é avaliando a maneira como cuidamos de nós mesmos. Não estando mais na infância, somos agora, pais e mães de nós mesmos. Então, como nos tratamos? Como atentamos para os cuidados com as emoções, dores, mágoas? E como cuidamos de nosso corpo, nossa saúde física, nosso bem-estar? Temos um patrimônio afetivo que precisa de atenção.

E no contexto da beleza física, impossível não parafrasear o poeta: “Os olhos são o espelho da alma!”. A personagem “madrasta da Branca de Neve” é uma boa evocação neste momento. Dotada de beleza física, mas com dores emocionais e a invejosa insatisfação própria de quem não foi bem amado, tornou-se refém da opinião e olhar do outro. E foi capaz de atrocidades em nome da autoestima ferida.

Daí vemos a necessidade de cuidarmos também da beleza interna, considerando a necessidade de sermos aceitos pelos outros, inerente ao ser humano, mas priorizando a necessidade de sermos aceitos, cuidados e amados por nós mesmos. Os estilhaços na alma desestruturam os espelhos externos, nos impedindo de vermos beleza em nós mesmos e sermos felizes.

 

Matéria escrita por Valéska M. S. Walber

Psicóloga

CRP 07/06407

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