27 de agosto de 2018

Psicóloga Valéska Walber fala sobre o poder do autoconhecimento

Há anos, antes mesmo da formação profissional, observo o comportamento das pessoas e a forma como vivem. E de tudo que observei, estudei, aprendi, solidifica-se uma certeza: autoconhecimento é o grande diferencial na forma como as pessoas encaminham suas vidas.

Se observamos atentamente a forma como vivemos, veremos que nossas escolhas saudáveis, nossas decisões acertadas, nossos encaminhamentos positivos e bem sucedidos são, sempre, fruto do contato íntimo com nossos desejos e com nossa personalidade.

Escolher uma profissão, parceiros amorosos, a forma como reagimos, lidamos com nossa situação financeira, nossa sexualidade, enfim, tudo é determinado por nossa história de vida e personalidade decorrente dela. Se não pararmos para olhar essa história atentamente, às vezes com ajuda de profissionais que favorecem a ampliação dessa visão, tendemos a seguir no “piloto automático”, sem conseguir perceber padrões muitas vezes repetitivos e negativos que mantemos em nossas escolhas e reações.

Autoconhecimento é, provavelmente, o maior ganho ao iniciarmos uma terapia, ou uma autoanálise.  Provavelmente uma das atitudes mais sábias que podemos tomar ao longo da vida: cuidarmos de nossa saúde emocional. Conhecer melhor nossa história de vida, nossos medos e padrões mentais pode ser – e geralmente é – libertador. Nos apropriamos de nossa história, conhecemos nossos monstros e ficamos, assim, capazes de enfrentá-los.

Uma pessoa adoecida emocionalmente e conhecendo-se pouco, costuma levar este flagelo para todas as áreas de sua vida. Então, quando nos autoconhecemos, impactamos positivamente nosso casamento, nossa relação com os filhos, com a família, com amigos, nosso trabalho, enfim, tudo a nossa volta.

Podemos passar uma vida inteira sem nos conhecermos bem, nos repensarmos, sem rever padrões que muitas vezes acompanham as famílias de uma forma destrutiva por gerações. Ou podemos nos encontrar conosco mesmos, a partir do outro, e definirmos novos padrões e posturas, vivendo melhor.

E no dia em que comemoramos o Dia do Psicólogo, nada mais justo que celebrar a profissão e o profissional, que empaticamente troca a alma de casa para perceber a dor alheia afim de, a partir disso, ajudar a construir novas possibilidades de ser e pensar.

 

 

Matéria escrita por Valéska Walber

Psicóloga

CRP 07/06407

Terapeuta sistêmica de casais, famílias e indivíduos | Sexóloga |  Consultora na área de gestão de pessoas | Mestre em psicopatologia | Psicologia clínica

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