5 de julho de 2019

Psoríase tem tratamento

A psoríase é uma doença da pele relativamente comum, crônica e não contagiosa. Estima-se que a psoríase atinja até 3% da população, equivalente a mais de 3 milhões de brasileiros. Em geral, são lesões em placas arredondadas, vermelhas e descamativas, nas áreas extensoras dos membros, como cotovelos e joelhos, mas podem aparecer por todo o corpo. De causa desconhecida, acredita-se que a psoríase está relacionada a fatores ambientais, genéticos e imunológicos.

A psoríase ocorre devido a uma renovação acelerada das células da pele, proveniente de uma falha imunológica. Essas novas células crescem de forma contínua, formando as placas e descamações pelo corpo.

O tratamento da psoríase tem dois grandes objetivos que estão interligados: a melhora das lesões da pele e a melhora da qualidade de vida do paciente. Além disso, a escolha e a duração do tratamento dependem da gravidade da psoríase. Entre as principais opções de tratamento estão:

  • Casos leves e moderados leve: podem ser controlados com o uso de medicação local, hidratação da pele e fototerapia com luz ultravioleta (UV) natural do sol e a luz UV artificial, UVB ou UVA associada à medicação.
  • Nos casos moderados e graves: são indicados os tratamentos sistêmicos, que incluem tratamentos imunomoduladores, imunossupressores e os mais recentes medicamentos biológicos, que são compostos por proteínas produzidas pela engenharia genética. Essas proteínas bloqueiam moléculas específicas relacionadas ao processo inflamatório, impedindo que as células da pele se dividam em excesso.

Apesar dos impactos emocionais da psoríase, é importante ter em mente que não há mais motivo para sofrer com as lesões e deixar que elas limitem a vida dos pacientes. Para alcançar esse resultado é fundamental buscar tratamento adequado junto a um dermatologista.

 

*Texto escrito pela dermatologista Alexandra Nunes

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