1 de julho de 2020

Qual a importância de um bom plano de ação?

Na edição anterior comecei a contar para vocês a história do seu Evaristo, um senhor muito simpático, dono de um mercadinho de bairro que há 10 anos atende sua clientela com simpatia e dedicação. Nestes 10 anos ele conquistou muitas amizades, alguns clientes fiéis e uma quantia considerável de devedores. Além disso, a falta de um plano estratégico de atualização e da busca pelo conhecimento em tecnologia da informação está fazendo seu Evaristo perder mercado para concorrência.

Com tudo isso, este simpático e bondoso senhor vem percebendo que é preciso tomar algumas decisões importantes para a continuidade do seu negócio e que não basta ter muitos amigos, pessoas que o elogiem, o que não deixa de ser importante, para se manter no mercado e prosperar. Mas que é preciso ter disciplina, um bom plano de ação, estabelecer novas políticas de crédito, principalmente investir em atualização, tecnologia e divulgação. Isso sim, poderá colocá-lo no caminho para as mudanças que ele tanto quer.

Mas entre um chimarrão e outro, percebi que seu Evartisto parecia um tanto preocupado. Ele escutava com atenção o que eu falava, mas eu sentia que, por mais que ele concordasse com nossa conversa algo não estava fazendo sentido para ele. Então, resolvi dar um tempo daquela conversa e olhando para uma prateleira de pães, vi que ali também ficavam expostas algumas cucas, sabe aquele bolo alemão, feito com fermento de pão, com aquela inconfundível cobertura de  açúcar com canela, alguns recheados outros não? Pois é, esse mesmo, só que não era qualquer cuca, era “a” cuca, feita em casa pela dona Maria, esposa de seu Evaristo.

Como eu percebi que precisava dar uma aliviada na conversa e aquela cuca estava me chamando, resolvi comprar uma daquelas iguarias e ali mesmo experimentei aquela delícia. O sabor era tão intenso que se desmanchava na boca e invadia meu cérebro, tanto que fez acender uma luz e comecei então a criar mentalmente um plano que poderia ajudar seu Evaristo a se desenvolver e promover seu mercado, mas, para isso primeiro eu precisava entender o que se passava naquele coração de empreendedor. Então perguntei: – Mas me diga, essa nossa conversa faz sentido pra você?

E seu Evaristo, agora mais descontraído, desabafou:

– Olha, até faz sentido sim, mas a questão é: por onde começar? O único plano de ação que eu conheço é o meu velho e bom caderninho, não tenho recurso reservado para investir em divulgação, muito menos para investir em algum curso para aprender a “lidar” com computador, isso pra mim é muito difícil, não sei se daria certo.

Escutei todas as objeções que ele me colocava, uma a uma fui anotando, mas como também tinha outros compromissos e entrava um cliente para seu Evaristo atender, combinamos que eu voltaria no outro dia para continuarmos nossa conversa. Prometi que traria algumas ideias para viabilizar algumas mudanças e, até lá, solicitei para que ele fizesse um levantamento da sua carteira de clientes, das suas contas a pagar e a receber e para que pensasse também qual era o seu propósito de vida.

Você quer saber como se desenrolou essa história? Se eu voltei a falar com seu Evaristo? Se ele estava disposto ou não a começar algumas mudanças? Então fica ligado, porque na próxima edição eu te conto.

*Texto escrito pela editora da Revista Momento, Andréia Warken.

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