14 de julho de 2020

Relação pais e filhos e a fragilidades emocionais

De regra, para os pais os filhos são ‘tudo’. Dedicam-se, entregam seu amor, cuidados, investem na relação. Por que, então, apesar de a grande maioria dos pais fazerem isto, muitos filhos crescem carentes de amor, com fragilidades emocionais?

A autoestima da criança é formada a partir das suas experiências. Ou seja, a partir da forma como seus canais sensoriais sentem, percebem e interpretam o mundo exterior. E ela é construída ao longo dos primeiros anos.

Vê-se muitos pais dizerem que foram criados com dureza, que seus pais eram firmes e severos, apanharam, bastava um ‘olhar do pai’ para saberem que tinham errado – e que afirmam, ‘terem dado certo’; ‘sobreviveram’ – de forma que, analogicamente, nada havia de errado em repetir esta forma de educação.

A pergunta que fica então é: por que tantas fragilidades emocionais? Lembrando-se que arrogância, prepotência, intolerância, insatisfação constante, vitimização, infidelidade, dentro outros, também são fragilidades emocionais. A dificuldade de aceitar, inclusive, opinião contrária à sua também é uma fragilidade emocional. Uma das respostas está na repetição de padrão. E quando se diz repetição de padrão, não precisa ser exatamente no mesmo formato de atitude. Por exemplo: meu pai me batia. Eu não bato, mas repito toda uma sequência de atos que causarão as mesmas fraturas que vivi em meus filhos, de forma que eles repetirão e repetirão os comportamentos aprendidos.

Existe, porém, como mudar tudo isto: mudando-se a mentalidade dos próprios pais, para que interajam de forma totalmente diversa com seus filhos. Estabelecendo atitudes, limites da forma correta, desenvolvendo comportamentos e estabelecendo crenças a fim de formar um adulto sadio, íntegro, pronto para contribuir no mundo com sua jornada.

A jornada para se chegar a este novo entendimento, este novo conceito de família passa necessariamente pelo autoconhecimento e também pelo olhar que se deve dar ao outro. Não existem fórmulas prontas, mas sim, existe como se construir e fortalecer todas as crenças necessárias ao desenvolvimento de uma criança feliz e forte emocionalmente.

*Texto escrito pela Master Coach de Relacionamento – Família – Emocional, Anelise de Oliveira

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