18 de outubro de 2019

Rodrigo Ughini Villarroel: dedicação à oncologia

A palavra câncer assusta! Não é nada confortável receber um diagnóstico, pois mesmo que as chances de cura sejam grandes, o mal-estar do impacto persiste. O estigma cultural é antigo. Mesmo com todo o avanço das pesquisas científicas e de resultados comprovados que atestam inúmeras curas, ou a preservação de uma boa qualidade de vida, ainda assim o diagnóstico chega para alguns como uma espécie de sentença de morte.

Nessa hora, ter do lado um profissional que além de conhecimento técnico tenha a empatia necessária para compreender os medos e angústias dos pacientes é fundamental. O médico oncologista Rodrigo Ughini Villarroel é um desses profissionais que se empenham em reverter diagnósticos de câncer através de um atendimento humanizado.

Graduado em Medicina pela Universidade de Passo Fundo com especialização em Oncologia Clínica pelo Hospital de Clínicas em Porto Alegre (HCPA) e com estágio na Indiana University Cancer Center nos Estados Unidos, Rodrigo faz parte do corpo clínico do Instituto do Câncer Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo.

Após 21 anos dedicados a essa área tão intensa da medicina, a oncologia, Rodrigo relembra o que despertou nele o desejo de ser médico. “A primeira faculdade que entrei foi de Informática na PUC em Porto Alegre, mas após um ano de estudos desisti e optei por medicina, pois percebi com maior clareza que buscava para mim uma profissão que não apenas permitisse um contato diário com pessoas, mas que pudesse propiciar a oportunidade de ajudar pessoas com problemas que limitassem a vida delas. Com o ideal de sempre querer ser útil e poder usar o conhecimento da biologia do corpo humano e de suas doenças a favor dos pacientes, ao final da faculdade a área de oncologia parecia ser mais desafiadora e atrativa exatamente por me colocar em contato com a difícil arte de lidar com uma doença grave e potencialmente letal, em um cenário no qual o desenvolvimento tecnológico e científico, aliado à empatia, cuidado e humanismo poderiam fazer toda a diferença na missão de transformar uma experiência sempre marcante em um momento de superação e de valorização da vida”, completa o oncologista.

Rodrigo atua, também, como preceptor do Programa de Residência Médica de Cancerologia Clínica da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e é membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), do Grupo Brasileiro de Melanoma e das Sociedades Americana e Europeia de Oncologia. Faz parte, também, do LACOG (Latin American Cooperative Oncology Group), um grupo cooperativo latinoamericano de pesquisa em oncologia. Já como membro do Centro de Pesquisa Clínica em Oncologia do Instituto do Câncer Hospital São Vicente, Rodrigo enfatiza o orgulho de participar de congressos pelo mundo como palestrante e poder trazer para a comunidade de Passo Fundo e região, por meio dessas trocas de conhecimento, todas as novidades referentes ao diagnóstico e tratamentos oncológicos. “O conhecimento médico evolui em uma velocidade vertiginosa e o volume de informações que um médico precisa adquirir em uma especialidade como essa exige uma atualização constante. Ter o reconhecimento e a oportunidade de atuar como palestrante ao lado de outros colegas de grandes centros do país é, ao mesmo tempo, não apenas um grande desafio na busca de um maior aperfeiçoamento profissional, como também uma excelente ferramenta de aprendizado”, explica Rodrigo.

Palestras e pesquisas: conhecimentos aliados

O médico oncologista Rodrigo Ughini Villarroel realiza diversos diagnósticos e tratamentos de câncer como melanoma, tumor de mama, urológicos e cabeça e pescoço. Sua busca constante por aperfeiçoamento o leva a participar de inúmeros congressos em diversas partes do mundo. Sempre com o objetivo de buscar a informação necessária para um tratamento eficaz, que traga segurança aos pacientes.

Trabalhar com pesquisa é fonte de grande orgulho e satisfação para o oncologista Rodrigo. “Essa é a verdadeira fronteira do avanço do conhecimento médico. Os tratamentos reconhecidos como os melhores atualmente para determinada situação ou doença, um dia já foram fruto de investigação, até que pudessem ter a comprovação de sua eficácia e de sua capacidade de serem melhores do que o que era até então considerado o padrão. Em um país como o nosso, extremamente carente de acesso amplo ao que a tecnologia médica tem para oferecer, trabalhar com protocolos de pesquisa permite oferecer aos pacientes hoje aquilo que possivelmente será a medicina do amanhã, permitindo aos pacientes que participam a oportunidade de terem contato com medicações e tratamentos de alto custo de forma gratuita e segura, pois todos os protocolos de pesquisa obedecem rígidas normas de boas práticas, sempre preservando a autonomia do paciente”, afirma Rodrigo.

Dentre os avanços na área da oncologia que são frutos de pesquisas clínicas pode ser citado o estudo conhecido como Profound, que avaliou uma nova medicação oral no tratamento de pacientes com câncer de próstata avançado. Ele foi apresentado recentemente na última edição do Congresso Europeu de Oncologia (ESMO), realizado em Barcelona. Rodrigo participou dessa pesquisa, um motivo de orgulho para ele e a equipe do Instituto do Câncer HSVP. “Tivemos o privilégio de participar desse estudo incluindo pacientes através de nosso centro de pesquisa no Instituto do Câncer Hospital São Vicente, em Passo Fundo, e esses pacientes puderam não apenas colaborar com a evolução do conhecimento nessa área, como também se beneficiaram de receber essa medicação antes mesmo de ela ser aprovada para uso em larga escala. Ou seja, dentro desse protocolo de pesquisa, pacientes de nossa região tiveram a mesma oportunidade que pacientes dos Estados Unidos ou Europa, que também participaram desse estudo”, conta o oncologista.

A atualidade caminha a cada dia com mais velocidade para o tratamento individualizado e personalizado, cuidando de cada paciente de maneira específica e eficaz. A complexidade das doenças oncológicas exige esse cuidado com o tratamento. “Cada vez mais entendemos de maneira mais completa que o câncer na verdade é uma complexa mistura de diferentes doenças, e que existem diversos subtipos de câncer com mecanismos distintos de desenvolvimento. Conhecer mais profundamente esses detalhes permite a elaboração de medicamentos mais individualizados para cada situação, assim como melhores resultados”, finaliza Rodrigo.

O médico oncologista Rodrigo Ughini Villarroel atende nos Hospitais de Não-Me-Toque na segunda-feira, a cada 15 dias. O agendamento de consultas deve ser realizado diretamente com o Hospital Notre Dame Júlia Billiart e Hospital Beneficência Alto Jacuí.

Deixe seu comentário
WhatsApp chat