5 de junho de 2019

Sérgio Rodolfo Welker, empresário reconhecido pela coragem e determinação

Para ir em busca de um sonho você precisa de três coisas: coragem, preparação e determinação. Coragem para encarar os desafios de estar longe de casa e de viver sozinho. Preparação para superar os obstáculos e saber fazer bem feito o trabalho ao qual se propôs. E determinação para não desistir e persistir até alcançar o seu sucesso. Foi com esses três sentimentos na mala que Sérgio Rodolfo Welker deixou Não-Me-Toque e foi morar em Formosa, Goiás, uma decisão difícil, mas que mudou por completo a vida do empresário.

O que levou Sérgio para longe de sua cidade natal foi o desejo de fazer algo a mais na sua vida, a certeza de que tinha potencial para fazer um trabalho maior e o sonho de tornar-se um empreendedor. Quando morava em Não-Toque, Sérgio trabalhou em algumas empresas conhecidas na cidade, mas sabia que não era aquilo que desejava fazer pelo resto de sua vida. “Em 1975 comecei a trabalhar na Gesa, ganhando meio salário. Depois fui trabalhar no Banco Sulbrasileiro, que hoje é o Banco Santander, onde trabalhei até 1989. Tinha muitíssimos amigos, família grande e gostava muito de morar em Não-Me-Toque, mas depois de um tempo trabalhando no banco resolvi sair porque eu já tinha assumido a gerência e entendia que dentro da instituição o meu crescimento era limitado e eu tinha potencial para mais.”

Foi então que, em 1989, Sérgio decidiu ir em busca de algo maior e para isso mudou-se para Formosa, no estado de Goiás. Ele deixou a sua cidade natal com muitos sonhos, planos e desejos, mas com pouco dinheiro para realizá-los. Formado em contabilidade e pós-graduado em economia, Sérgio começou sua vida na nova cidade trabalhando novamente em uma instituição financeira, o Sicredi. Dedicou-se a esse trabalho por cinco anos, mas apesar de gostar da sua atuação, ele queria ser um empresário. Foi então que surgiu a oportunidade de abrir uma empresa de Consultoria, Auditoria e Perícia. Logo em seguida ele também se fez sócio em uma microempresa comercial.

A todo o momento Sérgio precisava enfrentar desafios. No começo, a sua maior dificuldade era a saudade de casa, da família e dos amigos. “Foi muito difícil no começo, sentia muita saudade da família, dos amigos e do lazer que tinha em Não-Me-Toque, porém não tinha volta, a decisão estava tomada. Eu vim para Formosa sozinho, eu e minha crença em Deus. Os dias mais difíceis eram os finais de semana, porque batia a saudade. Trabalhando você não tem tempo de pensar em nada, só no trabalho. Apesar disso nunca pensei em voltar, mesmo quando o diretor do banco me ofereceu o emprego novamente. Balancei, mas não aceitei, sabia que aqui era o lugar onde eu deveria estar.”

Aos poucos tudo foi melhorando, a empresa da qual é sócio foi crescendo e pouco a pouco Sérgio foi realizando o seu sonho de ser um profissional liberal e um microempresário. Hoje sua empresa cresceu, tomou forma e vem ampliando cada vez mais. Com cerca de 125 colaboradores, a empresa atacadista importa produtos de 25 países e se consolidou no mercado de distribuição. Além disso, Sérgio também conquistou uma nova família, casou-se com Roseli Provensi Welker e teve três filhos: Lucas, Carolina e Samoel.

Além disso, desde o momento que chegou a Goiás, Sérgio se engajou com a comunidade e passou a ser um membro atuante nos trabalhos sociais, pois acredita que todo mundo deve contribuir de alguma forma com trabalhos filantrópicos. Entre suas atuações, foi sócio fundador e patrão do CTG Querência Formosa por oito anos, sendo este um dos maiores CTGs do Brasil. Além disso, também foi condecorado embaixador do Rio Grande do Sul no estado de Goiás pela então governadora do RS, Ieda Crusius, pelos trabalhos tradicionalista desenvolvidos no centro do Brasil. Em março deste ano, Sérgio foi eleito presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, MTG, da Região Centro Oeste do país, o qual coordena todos os CTGs  das regiões  Centro Oeste, Norte e Nordeste, totalizando 20 estados. Em 2014 recebeu um troféu do então governador de Goiás, Marcone Perillo, por ser o maior contribuinte de imposto no Nordeste Goiano. O envolvimento de Sérgio em organizações tradicionalistas mostra que apesar de ter saído do sul, ele ainda cultiva as tradições do seu Estado natal.

Hoje, quando olha para trás, Sérgio sente orgulho da trajetória que construiu. “Quando vim morar aqui em Formosa tinha bom conhecimento, capacidade, liderança, mas quase zero de capital, e ainda tinha que ajudar meus pais e irmãos que ficaram em Não-Me-Toque. Todo capital econômico que tinha na época era um Gol 1.6 modelo antigo, o qual dei para entrar como sócio na microempresa. Recentemente comprei o carro de volta para resgatar parte da história. Mas essas pequenas coisas fazem com que eu esteja muitíssimo satisfeito com a minha vida atual porque atingi os objetivos e consigo ajudar muitas pessoas, tenho boa família, amigos e saúde, além de estar muito bem integrado na sociedade local e regional.”

Para ele, além de sua família, a maior conquista da sua vida fora de Não-Me-Toque foi começar uma microempresa com um colaborador e hoje ter uma empresa de grande porte. Com isso também consegue ajudar outras pessoas, pois para ele a melhor forma de ajudar alguém é dar oportunidade para que a pessoa possa buscar sua independência e dignidade.

De Não-Me-Toque o empresário carrega a saudade e também o sentimento de gratidão à cidade que o preparou para os desafios da vida e para encarar o mundo. Algo que só foi possível graças a sua convicção de que tudo daria certo e a sua persistência.

Para aqueles que têm um sonho o conselho de Sérgio é: “se estiver preparado, de conhecimento e com convicção, siga em frente. Entendo que vale mais a lágrima de uma derrota do que a vergonha de não ter lutado”.

 

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