25 de abril de 2019

Vacinar ou não as crianças?

Há alguns anos surgiu no Brasil e em outros países do mundo um movimento “antivacina”, no qual os pais se recusam a vacinar seus filhos por acreditarem que a imunização pode trazer mais malefícios do que benefícios, ou ainda que a vacina não é segura. O resultado disso é que doenças erradicadas voltaram a aparecer, como é o caso do sarampo.

Apesar das campanhas de vacinação e da distribuição gratuita, a cada ano o número de imunizações caem e a preocupação aumenta. Afinal, as crianças estão mais sujeitas a doenças que podem ser prevenidas por uma simples vacina, mas que se não realizada, pode acarretar em doenças fatais.

A dúvida dos pais que se recusam a fazer a vacina nos filhos é se ela é realmente segura. O médico pediatra Jaime César Antes afirma que as vacinas não apenas são seguras, como são essências para manter as crianças livres de doenças. “As vacinas são muito importantes, não só para as crianças mas também para adultos e pessoas da terceira idade. Dentro da história da medicina, as vacinas tiveram e seguem tendo uma grande importância para a humanidade, reduzindo drasticamente o número de óbitos. Além disso, as vacinas são eficazes e seguras e isso é comprovado através de pesquisas e dados estatísticos realizados por autoridades nacionais e internacionais.”

Em tempos de Fake News, muitas notícias falsas sobre as vacinas se espalharam o que causou a dúvida e o medo dos pais. Por isso é essencial que antes de se recursar a vacinar, você cheque as informações com profissionais da saúde. “Infelizmente nos últimos anos apareceram pessoas ou pais de crianças que começaram a levantar dúvidas sobre a eficácia das vacinas, se elas realmente cumprem com o prometido e até relacionando as vacinas com o desenvolvimento de outras doenças. Mas noto que são informações infundadas e infelizmente difundidas pelas redes sociais tomando grandes proporções. Imaginem se um laboratório que produz essas vacinas para distribuição mundial vai de forma deliberada introduzir um microrganismo ou uma substância qualquer com a intenção de prejudicar uma população, é algo impensável e sem cabimento. As vacinas são seguras e devem ser aplicadas para garantir a prevenção de doenças graves como a poliomielite, por exemplo”, explica Jaime.

O pediatra aconselha ainda que os pais cumpram com o calendário nacional de vacinação, que é um dos mais completos do mundo. Além disso, a vacinação é obrigatória desde 1970 pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Os pais que optam por não vacinar os filhos podem sofrer advertências, e, em alguns casos, até mesmo a perda da guarda ou destituição da tutela.

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